Em Sociologia as representações sociais são a matéria-prima dos trabalhos empirícos. Os Internautas convictos revelam maior facilidade na utilização da Internet que os Estudantes aplicados. Os jogos ajudarão a utilizar a Internet, porque os Jogadores inveterados indicam ter maior destreza que os Estudantes aplicados. Os Utilizadores incipientes são seguidos de perto pelos Estudantes aplicados, quanto ao desinteresse pela maioria das coisas que há na Internet, certamente por motivos diferentes...
Fonte: AS CRIANÇAS E A INTERNET EM PORTUGAL - Perfis de uso.
"O meu pai é tão chato no Facebook. Infelizmente tenho de ser amigo dele", Rui-16. Aos 12 anos já 80% dos jovens têm perfil na popular rede social, principalmente as raparigas. Os pais portugueses oferecem os telemóveis com a intenção de controlar os filhos à distância. As crianças ficam ansiosas quando ficam sem telemóvel. A dispersão pela rede e redução das horas de sono pelo contacto com os amigos virtuais são apontados como causas do insucesso escolar.
Fonte: EXPRESSO, 22/NOV/2014.
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11/11/2014
29/09/2014
GERAÇÃO 2020 - O futuro de Portugal aos olhos dos universitários
Backup
‘Geração 2020’ é uma sugestão de reflexão sobre Portugal a partir das expectativas da sua geração de jovens adultos. Utilizou a técnica do inquérito por questionário, ao qual responderam mais de um milhar de jovens entre os 18 e os 30 anos, na sua grande maioria estudantes universitários. O valor que atribuímos a estas informações não é o de um estudo sociológico (a amostra não é representativa). Como consultores de comunicação, interessam-nos sobretudo as percepções que diversos grupos de pessoas exprimem e partilham sobre a realidade e sobre as formas organizadas como essa realidade se estrutura e desenvolve no quotidiano (representações sociais) – seja através das empresas e dos seus líderes, outras organizações ou países. E sobretudo o que esperam destas instituições.
Na verdade, a ‘Geração 2020’ não existe. O que existe, e por isso usamos esta designação, é uma quantidade de pessoas que tem expectativas. Por definição, quanto mais jovem for um indivíduo mais espaço tem disponível para formar e explanar no tempo as suas expectativas. E por isso dirigimo-nos aos jovens e colocámos algumas questões sobre a forma como vêem Portugal em 2020.
E para que servem estes dados? As percepções e expectativas que recolhemos sinalizam vontades e são estas vontades que movimentam as sociedades. Sinalizam uma vontade de diálogo e actuação ao qual as organizações têm de corresponder; e movimentam sociedades porque se organizam em processos activos de partilha e construção de opinião e influência (revelação da intenção).
RESULTADOS
Realistas, cultos, desencantados e autoconfiantes.
Em 2020, Portugal vai ser um lugar melhor para viver do que em 2014.
Instituições em que acreditam: Universidade, Tu próprio, Família.
Instituições que mais têm de mudar: Partidos, Justiça, Europa.
54% considera que em 2020 viverá noutro país.
60% considera-se mais competente que os pais.
Consideram a Educação e a Economia como as áreas decisivas para o futuro do país.
Fonte: EXPRESSO.
09/11/2013
A ascensão e queda das virtudes da Troika: Portugal, 2011-2013
- O Memorando de Entendimento sobre as Condicionalidades de Política Económica, assinado entre o Governo Português e a União Europeia, o FMI e o BCE, em 3 de maio de 2011, foi elogiado por um grande número de políticos portugueses, economistas, e uma parte considerável do público, dos socialistas aos social-democratas e democratas-cristãos. O longo documento de 34 páginas foi declarado por muitos como um exercício incrível, uma análise aprofundada e detalhada, impondo medidas que reformariam a economia portuguesa, o Estado ou o sistema judicial, a fim de colocar o país no caminho certo e que nunca se repetisse um default no futuro. A primeira conferência de imprensa dos representantes da Troika, em 5 de maio de 2011, contou com a presença maciça da mídia, e recebeu grande atenção por um público confiante, ansioso por uma solução definitiva para os problemas económicos domésticos. Desde então, tudo mudou. Os representantes da Troika não aparecem nas conferências de imprensa ou sob os olhos do público como antes, e o número de políticos e economistas que ainda elogiam o seu papel foi reduzido para alguns obstinados na austeridade. Esta palestra argumenta que a popularidade inicial do Memorando da Troika é o resultado de uma percepção equivocada de longa data do potencial de crescimento de Portugal e da posição na Europa, que tem longas raízes na história. A análise da experiência Troika, no entanto, pode ser um contributo importante para uma melhor compreensão dos problemas enfrentados pela economia portuguesa no seio da União Europeia. Aqui.
2. "Os representantes da Troika não aparecem nas conferências de imprensa ou sob os olhos do público como antes". Relacione a proximidade física dos corpos com a proximidade social entre as pessoas:
a) no contexto da Troika;
b) imaginando como descobria num restaurante, se as pessoas que lá se encontram serão desconhecidos, amigos, familiares ou namorados.
26/09/2013
Como as representações sociais dos professores determinam as suas práticas pedagógicas
Professora de inglês que já trabalhou em escolas públicas e particulares (0:20)
A investigadora, em 2006, estudou representações sociais dos professores de inglês, em Teresina, capital do Piauí, Brasil. Testou a seguinte Hipótese: H1 - Os professores mudam a forma de ensinar de acordo com os alunos que encontram, distinguindo as escolas públicas das privadas (0:40)
Questão de partida: Quais as representações dos professores relativamente aos alunos nas escolas públicas?
Amostra: De 30 professores contactados, 25 responderam a um questionário (1:00)
Concluiu que H1 era verdadeira, isto é, que os professores efectivamente mudavam a forma de ensinar das escolas públicas para as privadas (2:30)
Os professores de inglês representam o aluno da escola pública como um aluno que tem vários défices: défice cognitivo, défice cultural, défice alimentar, alunos sem motivação... (2:55) portanto não dão todos os conteúdos propostos, porque acham que se avançarem mais, os alunos não vão conseguir aprender, isto é, não conseguem interagir com o professor naquele conteúdo (3:44)
Identificou um habitus professoral da escola pública: não dão todos os conteúdos, dão conteúdos “desconectados”, fazem uma actividade qualquer para passar o tempo da aula não exercendo a sua função adequadamente (5:00). A própria escola é conivente com esta situação... não há um acompanhamento pedagógico eficiente... a duração das aulas é diminuída, o professor demora a entrar na sala de aula, os alunos saem antes da hora (6:10) ... a escola não tem um compromisso com o ensino (6:55)
Os pares (dos professores e dos alunos) são desmotivados, às vezes “descompromissados” por agirem desta forma em sala de aula (7:00)
Nas conclusões finais, a investigadora entendeu que as pessoas (alunos e professores) não agem desta forma intencionalmente, mas é o próprio sistema, a forma como vêm o Mundo, organizado em grupos com diferente poder de compra que as leva a sentirem-se marginalizadas (7:15)
A investigadora considera interessante a teoria da humilhação, propondo-se relacionar esta teoria com o quotidiano escolar num estudo posterior, ao nível de Doutoramento (8:15)
Os alunos precisam de ter maior autoestima, que lhes reconheçamos maior dignidade, para que eles consigam conquistar um lugar ao Sol (9:00).
1. Mostre como o habitus professoral conduz inconscientemente os professores das escolas públicas a práticas pedagógicas menos selectivas.
2. “Os alunos precisam de ter maior autoestima”. Comente, relacionando a autoestima com o empenhamento no trabalho escolar.
A investigadora, em 2006, estudou representações sociais dos professores de inglês, em Teresina, capital do Piauí, Brasil. Testou a seguinte Hipótese: H1 - Os professores mudam a forma de ensinar de acordo com os alunos que encontram, distinguindo as escolas públicas das privadas (0:40)
Questão de partida: Quais as representações dos professores relativamente aos alunos nas escolas públicas?
Amostra: De 30 professores contactados, 25 responderam a um questionário (1:00)
Concluiu que H1 era verdadeira, isto é, que os professores efectivamente mudavam a forma de ensinar das escolas públicas para as privadas (2:30)
Os professores de inglês representam o aluno da escola pública como um aluno que tem vários défices: défice cognitivo, défice cultural, défice alimentar, alunos sem motivação... (2:55) portanto não dão todos os conteúdos propostos, porque acham que se avançarem mais, os alunos não vão conseguir aprender, isto é, não conseguem interagir com o professor naquele conteúdo (3:44)
Identificou um habitus professoral da escola pública: não dão todos os conteúdos, dão conteúdos “desconectados”, fazem uma actividade qualquer para passar o tempo da aula não exercendo a sua função adequadamente (5:00). A própria escola é conivente com esta situação... não há um acompanhamento pedagógico eficiente... a duração das aulas é diminuída, o professor demora a entrar na sala de aula, os alunos saem antes da hora (6:10) ... a escola não tem um compromisso com o ensino (6:55)
Os pares (dos professores e dos alunos) são desmotivados, às vezes “descompromissados” por agirem desta forma em sala de aula (7:00)
Nas conclusões finais, a investigadora entendeu que as pessoas (alunos e professores) não agem desta forma intencionalmente, mas é o próprio sistema, a forma como vêm o Mundo, organizado em grupos com diferente poder de compra que as leva a sentirem-se marginalizadas (7:15)
A investigadora considera interessante a teoria da humilhação, propondo-se relacionar esta teoria com o quotidiano escolar num estudo posterior, ao nível de Doutoramento (8:15)
Os alunos precisam de ter maior autoestima, que lhes reconheçamos maior dignidade, para que eles consigam conquistar um lugar ao Sol (9:00).
1. Mostre como o habitus professoral conduz inconscientemente os professores das escolas públicas a práticas pedagógicas menos selectivas.
2. “Os alunos precisam de ter maior autoestima”. Comente, relacionando a autoestima com o empenhamento no trabalho escolar.
- Recursos semelhantes
Representações do "Bom Professor"
24/09/2013
Representações sociais e as contradições no inglês
O Ministro da Educação foi recentemente acusado ter afirmado o oposto do que tinha dito cinco dias antes. Como a política educativa deverá ser definida atendendo aos interesses da comunidade, as suas decisões são sempre justificadas por valores universais, invocados para lhes conferir lógica.
2. Justifica esta pirueta de Nuno Crato tendo em consideração a polémica que a primeira decisão gerou.
- Nós damos liberdade às escolas para fazerem como quiserem... essas actividades são organizadas pelas escolas como quiserem… tanto podem oferecer inglês, como oferecer outra actividade. As escolas farão da maneira que quiserem... autonomia das escolas... (Nuno Crato, 18/SET/2013, 2:40)
- Se nós queremos preparar melhor os jovens em língua inglesa, temos de introduzir o inglês, em currículo, no 1º ciclo. Não o fizemos este ano porque isso tem implicações imediatas no currículo do 2º e no 3º ciclos, e tudo isso tem de ser pensado em conjunto (Nuno Crato, 23/SET/2013, 0:25)
2. Justifica esta pirueta de Nuno Crato tendo em consideração a polémica que a primeira decisão gerou.
18/09/2013
Representações sociais no discurso político
Considere o vídeo, cujas expressões mais significativas se transcreveram.
1. Evidencie três características das representações sociais utilizando os excertos transcritos.
2. Identifique cinco representações sociais expressas na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
3. Apresente dois exemplos de mobilização das representações sociais de Direitos Humanos para o discurso quotidiano. (Transcreva excertos da DUDH e comente-os)
4. "Só é possível educar aprendendo, ensinando, praticando, respeitando, protegendo e promovendo os Direitos Humanos". Comente, utilizando alguns argumentos da imagem abaixo.
Becoming a Human Rights Friendly School - A GUIDE FOR SCHOOLS AROUND THE WORLD
- Custe o que custar, o país vai cumprir o programa de assistência económica. (0:02) Pedro Passos Coelho
As taxas moderadoras vão ter um aumento superior a 50%, disse o Ministro da Saúde. (0:18) Locutora
É inaceitável que num momento de crise social profunda, O Governo tenha colocado como prioridade o aumento para o dobro das taxas moderadoras, quando os portugueses já são hoje, no âmbito da OCDE e da União Europeia, dos que mais pagam directamente do seu bolso as despesas com a saúde. (0:34) ... Isto é um roubo às famílias, um roubo aos portugueses (1:30)... Para além da inconstitucionalidade do roubo do direito à saúde, também é tempo de Governo dizer a verdade aos portugueses... Particularmente os idosos vão sofrer muito com esta política. (1:33) Associação dos Médicos de Saúde Pública
Esta quadrilha é muito perigosa. Num primeiro momento achei que devia haver algum respeito pelos constrangimentos externos, agora quando vêm dizer que independentemente dos constrangimentos externos aquilo é bom para o país! (2:41) Estão a destruir o país. Estão a vender. Aquilo que é chamado pacote de ajuda não é ajuda nenhuma, e aquilo a que agora chamam privatizações não são privatizações, é pura e simplesmente vender o que resta das últimas parcelas de soberania económica a Angola e à China. (3:31) ... Que há muito dinheiro que vai entrar nos cofres do PSD também não tenho dúvidas (3:53) ... O que Passos Coelho disse foi: “o país preciso disto!” Ou seja, alguém que precisa que os velhos morram em casa! (4:09) Clara Ferreira Alves
Não tenho receitas de transporte. Ou as pessoas utilizam algum familiar ou simplesmente não vão às consultas (5:20). As pessoas começam a faltar às consultas porque para além de não terem meios de transporte, também não têm possibilidades económicas de se deslocar (5:30) Bombeiro
Faltam a consultas e tratamentos porque não têm dinheiro para pagar o transporte (5:50) Locutora
Não acha abominável que se discuta se alguém tem direito à hemodiálise? (6:00) Pivot de entrevista
Tem sempre o direito de pagar (6:05) Manuela Ferreira Leite
É preciso virar a página desta política. É preciso despedir estes políticos profissionais, que vemos na praça pública, para colocar profissionais na política criando um novo projecto de construção social, uma nova mentalidade e um novo regime (6:30) Associação dos Médicos de Saúde Pública
O que é que diz o estado de necessidade? Por um lado o Estado é obrigado a cumprir a lei e os acordos do país, mas se ao cumpri-los provocar um dano ainda maior, então está autorizado a não os cumprir. Ou seja, se Estado para cumprir as suas obrigações com os credores, fecha as escolas, fecha os hospitais, fecha serviços públicos essenciais, e por outro lado, e provoca por exemplo situações que levam à morte de milhares de pessoas, de fome e frio, está a esvaziar-se da sua razão essencial de ser. Está a tornar-se ilegítimo. (7:20) Comissário do Conselho Europeu
1. Evidencie três características das representações sociais utilizando os excertos transcritos.
2. Identifique cinco representações sociais expressas na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
3. Apresente dois exemplos de mobilização das representações sociais de Direitos Humanos para o discurso quotidiano. (Transcreva excertos da DUDH e comente-os)
4. "Só é possível educar aprendendo, ensinando, praticando, respeitando, protegendo e promovendo os Direitos Humanos". Comente, utilizando alguns argumentos da imagem abaixo.
Becoming a Human Rights Friendly School - A GUIDE FOR SCHOOLS AROUND THE WORLD
08/11/2012
Representações do Bom Aluno
Até aos 14 anos andei distraído mas tinha desgosto com isso… (02:34) porque não tinha organização, não sabia por onde havia de começar… (02:50). (...) Eu também fui mau aluno. Quando chumbei... o meu pai perguntou-me, e eu comecei a chorar. E ele disse-me: “Olha, tu ao menos tiveste o desgosto!” Quando a pessoa tem o desgosto vai fazer imediatamente que isso não se volte a repetir, porque há muitos que nem desgosto têm (25:30).
No texto abaixo podemos observar outras representações do universo escolar, associadas à sua experiência pessoal. Por exemplo, a indicação do desporto encontra-se associado a um dado biográfico a saber: o autor foi atleta do Benfica!
Fonte: Meia-Hora.
1. "Mas essa parte não era para se dizer" (02:22). Porquê?
2. Identifica no texto outras representações do "bom aluno".
19/09/2012
O abraço de Adriana
A imagem abaixo tornou-se viral após a manifestação de 15 de Setembro de 2012.
1. Quem transformou esta foto em símbolo do 15/SET/12?
2. Expressa por palavras tuas o conceito de representações sociais.
3. Refere algumas representações sociais associadas ao abraço de Adriana.
Recursos
- “Porque é que estão aqui?”
“Estou aqui porque é o meu trabalho.”
“Mas não preferias estar connosco, deste lado?”
www.ionline.pt
1. Quem transformou esta foto em símbolo do 15/SET/12?
2. Expressa por palavras tuas o conceito de representações sociais.
3. Refere algumas representações sociais associadas ao abraço de Adriana.
Recursos
20/03/2012
Estudos e Representações
Quem utiliza linguagem vulgar nunca refere esse aspecto. Só o método científico sente necessidade de precisar exactamente o seu objecto de estudo: as representações. Assim, o título da imagem B pode parecer uma armadilha ;) [Clique nas imagens para verificar a sua origem]
Realmente não foi armadilha... foi quase igual à questão 6 deste post, respondida aqui.
Realmente não foi armadilha... foi quase igual à questão 6 deste post, respondida aqui.
09/02/2012
É preciso estudar!
- "É preciso aprender. É preciso estudar! Quem não sabe ler, é como um ceguinho que não percebe por onde vai e caminha sem bordão [...] Acreditai-me: as vinte e cinco letras do alfabeto são um rosário de luz. Se ele faltasse de repente à Humanidade, ficaríamos tão cheios de sombra, tão cheios de frio, tão cheios de incerteza, como se no céu azul houvesse morrido o Sol" (in República, 24 de Fevereiro de 1937).
- É em verdade enorme o jeito da criança.
Não sabe bem porquê, mas sente uma esperança
De para um dia além o ensino lhe servir.
Tem fome de instrução, tem sede de subir
E sobe muito e muito aquele que mais lê.
Os céus, a terra, o mar, o mundo todo vê
Em risos, em amor, em luz e tempestades;
A História, e o seu Erro e Crimes e Verdades,
Ciências, Ideais, o Pensamento e a Vida
Tudo cabe lá dentro em Alma esclarecida
MÓNICA, Maria Filomena, «Deve-se ensinar o povo a ler?»: a questão do analfabetismo (1926-39), in Análise Social, vol, XIII (50), 1977-2.°, 321-353.
O Estado Novo sempre viu no processo de industrialização o perigo de criação de centros de contestação política, e por isso opôs-se à generalização da instrução, alegando que "a educação do povo representava um ideal utópico e demagógico que apenas dava uma ilusória elevação à massa ignara e inferior" (ibidem)
Como estudante de Sociologia tens o privilégio de observar distanciadamente que estas representações da instrução e da educação se reflectem em diferentes interpretações do Mundo, com consequências sobre as acções dos actores. Como sujeito produtor de cultura irás optar pela que mais te convém.
Como professor de Sociologia cumpre-me assinalar que não conheço outro processo de aprendizagem da Sociologia que não passe pela socialização com os sociólogos, evidenciada em referências nos trabalhos, que estes ainda não apresentam.
Note que a importância das referências foi referida num post recente, além de estar indicada na tarefa.
NOTA
Pontos da Matéria a ver para o teste:
Socialização
Cultura
Representações Sociais
Técnicas de Investigação
Etapas do Processo de Investigação
08/11/2011
Etnocentrismo e simplismo
"Puxem esses porcos! Têm que salvar os nossos bancos! Responsabilizem os preguiçosos gregos, irlandeses, portugueses, espanhóis e italianos” Cartaz em Berlim, 2011
Fonte: Mail em circulação na Internet.
02/11/2011
Das Representações Sociais aos Regimes de Justificação
Aqui se recorda o papel das representações sociais como matéria-prima da Sociologia para que os estudantes tenham presente que conversação vulgar não é Sociologia, mas que cabe a esta desvendar as lógicas de argumentação explícitas nas justificações apresentadas.
O esquema sintetiza o objecto da Sociologia, as tarefas do sociólogo e o paradigma da Sociologia, conjuntamente com o número de casos analisados, as técnicas de recolha de dados, os métodos de investigação e os seus objectivos.
Apresentam-se ainda em síntese os regimes de justificação.
Imagem em PDF
1. Verifique que o método dedutivo e método indutivo poderão ser considerados complementares.
2. Relacione o paradigma da Sociologia e as tarefas do sociólogo com o número de casos analisados.
O esquema sintetiza o objecto da Sociologia, as tarefas do sociólogo e o paradigma da Sociologia, conjuntamente com o número de casos analisados, as técnicas de recolha de dados, os métodos de investigação e os seus objectivos.
Apresentam-se ainda em síntese os regimes de justificação.
Imagem em PDF
1. Verifique que o método dedutivo e método indutivo poderão ser considerados complementares.
2. Relacione o paradigma da Sociologia e as tarefas do sociólogo com o número de casos analisados.
20/10/2011
Representação do nativo digital
Frequentemente, nas conversas do quotidiano os jovens surgem melhor qualificados para os meios digitais que os adultos. O sociólogo precisa de desconstruir as representações sociais para poder fazer ciência.
Marc Prensky construiu o conceito do nativo digital em oposição aos imigrantes digitais.
Um relatório (p. 42) recente da EU KIDS ONLINE afirma que a pretensa superioridade dos nativos digitais é um mito.
1. Comente o distanciamento entre as expectativas dos alunos e as exigências dos professores, utilizando as representações de "nativos" e de "imigrantes" digitais (Marc Prensky).
2. Observe como algumas das ideias que utilizou na questão anterior, não passam de mitos, segundo o Relatório da EU KIDS ONLINE. Refira alguns destes mitos.
3. Refira o papel da estatística na construção do conhecimento científico.
4. Verifique que as representações de "nativos" e de "imigrantes" digitais, apesar de poderem conduzir a alguns erros, têm interesse, particularmente porque ajudam a compreender a realidade e a formular hipóteses, a testar posteriomente.
NOTA: No caso de ter dificuldade a ler em inglês, em vez do Relatório acima referido, utilize o E-Genetation.
Marc Prensky construiu o conceito do nativo digital em oposição aos imigrantes digitais.
Um relatório (p. 42) recente da EU KIDS ONLINE afirma que a pretensa superioridade dos nativos digitais é um mito.
1. Comente o distanciamento entre as expectativas dos alunos e as exigências dos professores, utilizando as representações de "nativos" e de "imigrantes" digitais (Marc Prensky).
2. Observe como algumas das ideias que utilizou na questão anterior, não passam de mitos, segundo o Relatório da EU KIDS ONLINE. Refira alguns destes mitos.
3. Refira o papel da estatística na construção do conhecimento científico.
4. Verifique que as representações de "nativos" e de "imigrantes" digitais, apesar de poderem conduzir a alguns erros, têm interesse, particularmente porque ajudam a compreender a realidade e a formular hipóteses, a testar posteriomente.
NOTA: No caso de ter dificuldade a ler em inglês, em vez do Relatório acima referido, utilize o E-Genetation.
13/09/2011
Teste Diagnóstico
A ilusão da facilidade é certamente o maior problema na aprendizagem da Sociologia.
"A Sociologia explica o que parece óbvio a pessoas que pensam que é simples, mas que não compreendem quão complicado é realmente". RICHARD OSBORNE
Certamente a tua experiência de vida em Sociedade te permite responder a algumas questões.
1. Explicita o teu entendimento dos seguintes conceitos:
a) Cultura;
b) Socialização;
c) Sociedade;
d) Subcultura;
e) Aculturação;
f) Estrutura social;
g) Acção social;
h) Valores;
i) Legitimidade;
j) Justificação;
k) Representações sociais;
l) Obstáculos epistemológicos;
m) Ciências Sociais;
n) Método científico;
o) Sociologia.
2. Refere de que modo a “cultura” condiciona a tua percepção do Mundo, da sociedade e das acções dos indivíduos.
3. Distingue o olhar do senso comum da interpretação sociológica dos fenómenos sociais.
4. Apresenta uma definição de Sociologia.
5. O que faz um sociólogo? A que regras deve obedecer o seu trabalho?
"A Sociologia explica o que parece óbvio a pessoas que pensam que é simples, mas que não compreendem quão complicado é realmente". RICHARD OSBORNE
Certamente a tua experiência de vida em Sociedade te permite responder a algumas questões.
1. Explicita o teu entendimento dos seguintes conceitos:
a) Cultura;
b) Socialização;
c) Sociedade;
d) Subcultura;
e) Aculturação;
f) Estrutura social;
g) Acção social;
h) Valores;
i) Legitimidade;
j) Justificação;
k) Representações sociais;
l) Obstáculos epistemológicos;
m) Ciências Sociais;
n) Método científico;
o) Sociologia.
2. Refere de que modo a “cultura” condiciona a tua percepção do Mundo, da sociedade e das acções dos indivíduos.
3. Distingue o olhar do senso comum da interpretação sociológica dos fenómenos sociais.
4. Apresenta uma definição de Sociologia.
5. O que faz um sociólogo? A que regras deve obedecer o seu trabalho?
26/08/2011
Representações sociais
Dizem-se representações sociais o saber “comum”, “espontâneo” ou “ingénuo” por oposição ao saber produzido metodicamente, pela ciência. Têm interesse em Sociologia para se compreender a lógica ou maneira como os indivíduos pensam, em função dos contextos em que se encontram.
Frequentemente os estudantes se perguntam:
Porque sou burro em Matemática?
Segue-se uma "explicação" que desdramatiza o insucesso escolar: "90% dos estudantes que tiram negativa, atiram o barro à parede".
Cada vez que conversamos, contamos anedotas, interagimos, utilizamos representações sociais. Não há tempo, nem paciência, nem necessidade, nem conhecimento para o debate científico, exceptuando alguns casos muito raros.
A realidade acessível aos agentes resulta tanto da própria realidade quanto das representações sociais que têm da mesma. Estas podem ser definidas como modalidades de conhecimento prático, socialmente elaboradas e partilhadas. Constituem, simultaneamente, sistemas de interpretação e categorização do real e modelos ou guias de acção pelos quais os agentes se conduzem, dotando as suas acções de um sentido intentado.
Moscovici definiu representação social como:
Este conceito não é novo para nós. Falámos já de representações sociais a propósito dos estereótipos, dando particular destaque ao insucesso escolar a Matemática referimos as representações que os jovens têm dos media digitais ilustrámos um post com um vídeo sobre a representação do nativo digital outro com a representação social da educação aberta...
Por exemplo, são as representações sociais que nos permitem entender as mulheres ;)
Uma vez que as representações sociais constituem a matéria-prima do sociólogo, convém recordar este conceito e observar mais alguns exemplos. Realmente já temos este conceito desenvolvido no Arquivo, com abundantes exemplos, pelo que fica somente aqui o convite para o visitar, começando por ler este PowerPoint.
Ler mais?
Frequentemente os estudantes se perguntam:
Porque sou burro em Matemática?
Segue-se uma "explicação" que desdramatiza o insucesso escolar: "90% dos estudantes que tiram negativa, atiram o barro à parede".
Cada vez que conversamos, contamos anedotas, interagimos, utilizamos representações sociais. Não há tempo, nem paciência, nem necessidade, nem conhecimento para o debate científico, exceptuando alguns casos muito raros.
- Diferença entre o Paraíso e o Inferno
O Paraíso é aquele lugar onde o humor é britânico, os cozinheiros são franceses, os mecânicos são alemães, os amantes são portugueses e tudo é organizado pelos suíços.
O Inferno é aquele lugar onde o humor é alemão, os cozinheiros são britânicos, os mecânicos são franceses, os amantes são suíços e tudo é organizado pelos portugueses...
A realidade acessível aos agentes resulta tanto da própria realidade quanto das representações sociais que têm da mesma. Estas podem ser definidas como modalidades de conhecimento prático, socialmente elaboradas e partilhadas. Constituem, simultaneamente, sistemas de interpretação e categorização do real e modelos ou guias de acção pelos quais os agentes se conduzem, dotando as suas acções de um sentido intentado.
Moscovici definiu representação social como:
- Um sistema de valores, ideias e práticas que desempenham uma dupla função: primeiro, estabelecer uma ordem que irá permitir aos indivíduos orientarem-se eles próprios no seu mundo material e social e governá-lo; e em segundo proporcionar que a comunicação exista entre os membros de uma comunidade fornecendo-lhes um código para permuta social e um código para nomear e classificar claramente os vários aspectos do seu mundo e a sua história individual e do grupo.
Este conceito não é novo para nós. Falámos já de representações sociais a propósito dos estereótipos, dando particular destaque ao insucesso escolar a Matemática referimos as representações que os jovens têm dos media digitais ilustrámos um post com um vídeo sobre a representação do nativo digital outro com a representação social da educação aberta...
Por exemplo, são as representações sociais que nos permitem entender as mulheres ;)
Uma vez que as representações sociais constituem a matéria-prima do sociólogo, convém recordar este conceito e observar mais alguns exemplos. Realmente já temos este conceito desenvolvido no Arquivo, com abundantes exemplos, pelo que fica somente aqui o convite para o visitar, começando por ler este PowerPoint.
Ler mais?
25/08/2011
Emile Durkheim 1858-1917
Durkheim considerava as ideias de Comte especulativas e vagas, justificando o seu insucesso. Segundo Durkheim, para se tornar científica, a Sociologia teria de estudar factos sociais, aspectos da vida social que moldam as nossas acções enquanto indivíduos, como por exemplo a situação económica e a religião. Durkheim acreditava que devemos estudar a vida social com a mesma objectividade com que os cientistas estudam o mundo natural. Daí o seu famoso princípio básico da Sociologia: “estudar os factos sociais como coisas”, desligados dos sujeitos conscientes que deles têm representações. Queria isso dizer que a vida social podia ser analisada com o rigor com que se analisam objectos ou fenómenos da natureza.
Entre os seus estudos mais famosos encontra-se a análise do suicídio, onde demonstrou que os factores sociais exercem uma influência determinante sobre o comportamento dos indivíduos. Caracterizou o suicídio egoísta, o suicídio anómico e o suicídio altruísta, deixando a tipologia em aberto para responder a outro género de causas.
Nasceu em Epinal, na Lorena (1958), de uma família rabínica hebraica. Frequentou em Paris, a partir de 1879, a Escola Normal Superior, onde teve como professores Fustel de Coulanges e Emile Boutroux, e entre os condiscípulos Bergson, Blondel e Jaures, que chegou mesmo a ser seu companheiro de pensão.
Influenciado por Comte, Spencer e Renouvier, estudou na Alemanha ciência positiva da moral (1885-86), tendo publicado no regresso alguns primeiros artigos na Revue Philosophique sobre a filosofia moral e as ciências sociais na Alemanha.
Em 1887 ocupa em Bordéus a cadeira de Pedagogia onde começa a reger os seus cursos de marcado pendor sociológico, e aí permanece durante 15 anos, vindo a apresentar como tese de doutoramento A divisão do trabalho social (1893) e como prova complementar A contribuição de Montesquieu para a constituição da ciência social. Funda a revista L’Année sociologique (1896), que se tornará no grande órgão de expressão da sua escola, onde se iniciarão muitos dos seus discípulos: Bouglé, Fauconnet, Marcel Mauss que mais tarde cuidarão da publicação das suas obras póstumas.
Transfere-se para Paris (1902), onde lhe é entregue a cátedra de Ciência da Educação da Sorbonne. Em 1906 é titular dessa cadeira que, em 1913, passa a chamar-se de Sociologia.
Mas em 1915 morre na guerra o seu único filho, na frente de Salónica. Entristecido e envelhecido prematuramente, vem a morrer em 1917.
Principais obras:
- Sobre a divisão do trabalho (1893):
- As regras do método sociológico (1895);
- O Suicídio (1897);
- As formas elementares da vida religiosa (1912);
- A Alemanha acima de tudo: a mentalidade alemã e a guerra (1916);
- Educação e Sociologia (1922);
- Sociologia e Filosofia (1924);
- A educação moral (1925);
- O socialismo (1928);
- A evolução pedagógica em França (1938);
- Lições de Sociologia (1950);
- Montesquieu e Rousseau (1953);
- Pragmatismo e Sociologia (1955);
- Diário sociológico (1969);
- A ciência social e a acção (1970);
... e três volumes de Textos.
Citações
O homem não pode viver no meio das coisas sem fazer delas ideias segundo as quais regula o seu comportamento. Mas como essas noções estão mais próximas de nós e mais ao nosso alcance do que as realidades a que correspondem, tendemos naturalmente a substituí-las a estas últimas e a fazer delas a própria matéria das nossas especulações. Em vez de observar as coisas, de as descrever, de as comparar, contentamo-nos em tomar consciência das nossas ideias, em analisá-las, em combiná-las. Em vez de uma ciência de realidades, não fazemos senão uma mera análise ideológica.
Os factos sociais devem ser considerados como coisas.
Referências
CRUZ, M. Braga, (2001:299-300), Teorias Sociológicas – Os Fundadores e os Clássicos (Antologia de Textos), Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.
DURKHEIM, Émile, (2007), O Suicídio – Estudo Sociológico, Editorial Presença, Barcarena.
DURKHEIM, Emile, (1895), As Regras do Método Sociológico, Acedido em Agosto de 2011
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