Teoricamente os rankings de escolas deveriam medir o desempenho das escolas. Este ano, os rankings do EXPRESSO permitem novas leituras, designadamente utilizando dados de contexto, como as Habilitações académicas dos pais, indicadas pelo número médio de anos de escolaridade dos pais e das mães. No quadro abaixo, apresenta-se o print screen dos dados para o Concelho de Sintra, acrescentando-se duas colunas com estas variáveis, transcritas dos detalhes.
Observa-se que nas cinco primeiras escolas deste ranking, os pais têm 11 ou 12 anos de escolaridade. Nas quatro últimas têm 8 a 10 anos, evidenciando uma relação directa entre os anos de escolaridade dos pais e as classificações dos filhos.
Obviamente detetam-se algumas rugosidades. Os alunos da Escola Secundária de Mem-Martins obtiveram claramente classificações superiores às esperadas em função da sua origem, enquanto na Escola Secundária Padre Alberto Neto sucedeu o oposto. Seguindo esta lógica, também seria de esperar que os alunos da Escola Secundária Ferreira Dias tivessem melhores classificações que os da Escola Secundária Leal da Câmara. Porém, estas irregularidades têm pouca expressão apenas contribuindo para confirmar a regra geral. Assim, quando voltar a ler rankings de escolas, pergunte a si mesmo se está a comparar o desempenho das escolas ou as habilitações académicas dos pais.
A percentagem de alunos carenciados, destacada no jornal para contextualizar as escolas, não oferece valores tão exactos para a sua interpretação, porque as escolas poderão seguir critérios relativamente diferentes na atribuição dos apoios sociais, ou mesmo os alunos poderão ter uma representação mais positiva ou negativa dos mesmos, caso em que evitarão candidatar-se para fugir da respectiva rotulação.
1. “Faz mais sentido comparar as escolas do mesmo concelho que misturar as escolas de todo o país num único ranking”. Comente.
2. A regularidade acima referida resulta da aplicação do paradigma positivista. Justifique.
3. Explique o método e uma técnica adequada à exploração da hipótese subjacente, na perspectiva da Sociologia compreensiva.
4. Justifique as questões levantadas por Nuno Crato, confrontando as exigências dos teóricos da educação com as dos media.
5. Explique como os colégios que se encontram no topo dos rankings podem ter classificações mais "desalhinhadas para cima".
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29/11/2014
16/10/2011
Rankings de Escolas
Constroem-se estatísticas e ordenam-se as escolas com base nas classificações de exame dos estudantes. Constroem-se gráficos coloridos que castigam sempre o interior relativamente ao litoral. Aparecem sempre as mesmas escolas no início e no fim das listas. E se fosse possível durante um ano os alunos das piores escolas irem estudar nas melhores, enquanto os das melhores estudariam nas piores. Como seriam os rankings desse ano? Afinal o que medem os rankings de escola?
1. Considera a classificação de exame um indicador pobre do trabalho dos alunos?
2. Comente a relação entre as médias de exame e a geografia. O local onde as pessoas residem dependente do seu poder de compra, reflectindo-se nas classificações escolares (observe o mapa).
3. Comente a lógica implícita no cálculo das escolas com notas de curso e de exame mais coerentes ou mais divergentes http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2058683&page=-1
4. Cláudia Sarrico refere que origem socioeconómica tem um efeito mais severo a Matemática que em Português. Porque será?
5. Do ponto de vista de Cláudia Sarrico não faz sentido criar rankings com base nas notas dos exames. Tente explicar porque é que os jornais não seguem o conselho da especialista.
6. Refira efeitos perversos dos rankings de escolas.
7. Que interesse tem a imagem que só mostra as escolas do Concelho de Sintra?
8. Enquadre este tipo de análises nas perspectivas sociológicas estudadas.
Leitura aconselhada
"Um Olhar sobre os Rankings"
(...) considero que esse tipo de avaliação não tem muito valor, já que se insere numa actual tendência internacional de procurar medir tudo - os comportamentos humanos, as sociedades, os desempenhos -, mas à qual falta uma base científica sustentável.
Ler mais?
Um estudo em 8 escolas dos Açores: composição social e expectativas escolares
1. Considera a classificação de exame um indicador pobre do trabalho dos alunos?
2. Comente a relação entre as médias de exame e a geografia. O local onde as pessoas residem dependente do seu poder de compra, reflectindo-se nas classificações escolares (observe o mapa).
3. Comente a lógica implícita no cálculo das escolas com notas de curso e de exame mais coerentes ou mais divergentes http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2058683&page=-1
4. Cláudia Sarrico refere que origem socioeconómica tem um efeito mais severo a Matemática que em Português. Porque será?
5. Do ponto de vista de Cláudia Sarrico não faz sentido criar rankings com base nas notas dos exames. Tente explicar porque é que os jornais não seguem o conselho da especialista.
6. Refira efeitos perversos dos rankings de escolas.
7. Que interesse tem a imagem que só mostra as escolas do Concelho de Sintra?
8. Enquadre este tipo de análises nas perspectivas sociológicas estudadas.
Leitura aconselhada
"Um Olhar sobre os Rankings"
(...) considero que esse tipo de avaliação não tem muito valor, já que se insere numa actual tendência internacional de procurar medir tudo - os comportamentos humanos, as sociedades, os desempenhos -, mas à qual falta uma base científica sustentável.
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