Em Sociologia as representações sociais são a matéria-prima dos trabalhos empirícos. Os Internautas convictos revelam maior facilidade na utilização da Internet que os Estudantes aplicados. Os jogos ajudarão a utilizar a Internet, porque os Jogadores inveterados indicam ter maior destreza que os Estudantes aplicados. Os Utilizadores incipientes são seguidos de perto pelos Estudantes aplicados, quanto ao desinteresse pela maioria das coisas que há na Internet, certamente por motivos diferentes...
Fonte: AS CRIANÇAS E A INTERNET EM PORTUGAL - Perfis de uso.
"O meu pai é tão chato no Facebook. Infelizmente tenho de ser amigo dele", Rui-16. Aos 12 anos já 80% dos jovens têm perfil na popular rede social, principalmente as raparigas. Os pais portugueses oferecem os telemóveis com a intenção de controlar os filhos à distância. As crianças ficam ansiosas quando ficam sem telemóvel. A dispersão pela rede e redução das horas de sono pelo contacto com os amigos virtuais são apontados como causas do insucesso escolar.
Fonte: EXPRESSO, 22/NOV/2014.
11/11/2014
29/09/2014
GERAÇÃO 2020 - O futuro de Portugal aos olhos dos universitários
Backup
‘Geração 2020’ é uma sugestão de reflexão sobre Portugal a partir das expectativas da sua geração de jovens adultos. Utilizou a técnica do inquérito por questionário, ao qual responderam mais de um milhar de jovens entre os 18 e os 30 anos, na sua grande maioria estudantes universitários. O valor que atribuímos a estas informações não é o de um estudo sociológico (a amostra não é representativa). Como consultores de comunicação, interessam-nos sobretudo as percepções que diversos grupos de pessoas exprimem e partilham sobre a realidade e sobre as formas organizadas como essa realidade se estrutura e desenvolve no quotidiano (representações sociais) – seja através das empresas e dos seus líderes, outras organizações ou países. E sobretudo o que esperam destas instituições.
Na verdade, a ‘Geração 2020’ não existe. O que existe, e por isso usamos esta designação, é uma quantidade de pessoas que tem expectativas. Por definição, quanto mais jovem for um indivíduo mais espaço tem disponível para formar e explanar no tempo as suas expectativas. E por isso dirigimo-nos aos jovens e colocámos algumas questões sobre a forma como vêem Portugal em 2020.
E para que servem estes dados? As percepções e expectativas que recolhemos sinalizam vontades e são estas vontades que movimentam as sociedades. Sinalizam uma vontade de diálogo e actuação ao qual as organizações têm de corresponder; e movimentam sociedades porque se organizam em processos activos de partilha e construção de opinião e influência (revelação da intenção).
RESULTADOS
Realistas, cultos, desencantados e autoconfiantes.
Em 2020, Portugal vai ser um lugar melhor para viver do que em 2014.
Instituições em que acreditam: Universidade, Tu próprio, Família.
Instituições que mais têm de mudar: Partidos, Justiça, Europa.
54% considera que em 2020 viverá noutro país.
60% considera-se mais competente que os pais.
Consideram a Educação e a Economia como as áreas decisivas para o futuro do país.
Fonte: EXPRESSO.
09/11/2013
A ascensão e queda das virtudes da Troika: Portugal, 2011-2013
- O Memorando de Entendimento sobre as Condicionalidades de Política Económica, assinado entre o Governo Português e a União Europeia, o FMI e o BCE, em 3 de maio de 2011, foi elogiado por um grande número de políticos portugueses, economistas, e uma parte considerável do público, dos socialistas aos social-democratas e democratas-cristãos. O longo documento de 34 páginas foi declarado por muitos como um exercício incrível, uma análise aprofundada e detalhada, impondo medidas que reformariam a economia portuguesa, o Estado ou o sistema judicial, a fim de colocar o país no caminho certo e que nunca se repetisse um default no futuro. A primeira conferência de imprensa dos representantes da Troika, em 5 de maio de 2011, contou com a presença maciça da mídia, e recebeu grande atenção por um público confiante, ansioso por uma solução definitiva para os problemas económicos domésticos. Desde então, tudo mudou. Os representantes da Troika não aparecem nas conferências de imprensa ou sob os olhos do público como antes, e o número de políticos e economistas que ainda elogiam o seu papel foi reduzido para alguns obstinados na austeridade. Esta palestra argumenta que a popularidade inicial do Memorando da Troika é o resultado de uma percepção equivocada de longa data do potencial de crescimento de Portugal e da posição na Europa, que tem longas raízes na história. A análise da experiência Troika, no entanto, pode ser um contributo importante para uma melhor compreensão dos problemas enfrentados pela economia portuguesa no seio da União Europeia. Aqui.
2. "Os representantes da Troika não aparecem nas conferências de imprensa ou sob os olhos do público como antes". Relacione a proximidade física dos corpos com a proximidade social entre as pessoas:
a) no contexto da Troika;
b) imaginando como descobria num restaurante, se as pessoas que lá se encontram serão desconhecidos, amigos, familiares ou namorados.
29/10/2013
Prova Modelo
Prova Modelo 2011.
É obrigatória a realização da prova numa folha de teste.
Consulte os Exames de Sociologia arquivados pelo GAVE.
É obrigatória a realização da prova numa folha de teste.
Consulte os Exames de Sociologia arquivados pelo GAVE.
28/09/2013
A utilidade dos blogues em Sociologia
A turma de 2011/12, com a qual foi lançado este blogue, respondeu a um Questionário para avaliar o interesse da sua utilização. Após algumas questões para caracterização dos inquiridos, o questionário apresenta 3 Blocos:
Um aluno respondeu sempre "ao contrário" para tentar dificultar a interpretação dos resultados, mas a generalidade da turma empenhou-se na tarefa, permitindo algumas conclusões interessantes. A caracterização da turma revela o predomínio das raparigas, com idades próximas dos 18 anos, maioritariamente residentes no Cacém. Reflectindo os sinais dos tempos, apenas apenas 27,5% viviam com a família nuclear.
Na fase de análise de dados utilizou-se o SPSS, correspondendo todos os quadros a outputs deste.
1. Apresenta a análise de resultados deste questionário.
NOTA: O texto deverá ter, pelo menos, 300 palavras.
2. Refere em que medida a análise de resultados do questionário te motiva a desenvolver um blogue para a disciplina.
- I - Utilização de blogues como estratégia e recurso de aprendizagem
- II - Avaliação e adequação das tarefas
- III - Desenho do processo de regulação das aprendizagens
Um aluno respondeu sempre "ao contrário" para tentar dificultar a interpretação dos resultados, mas a generalidade da turma empenhou-se na tarefa, permitindo algumas conclusões interessantes. A caracterização da turma revela o predomínio das raparigas, com idades próximas dos 18 anos, maioritariamente residentes no Cacém. Reflectindo os sinais dos tempos, apenas apenas 27,5% viviam com a família nuclear.
Na fase de análise de dados utilizou-se o SPSS, correspondendo todos os quadros a outputs deste.
1. Apresenta a análise de resultados deste questionário.
NOTA: O texto deverá ter, pelo menos, 300 palavras.
2. Refere em que medida a análise de resultados do questionário te motiva a desenvolver um blogue para a disciplina.
26/09/2013
Como as representações sociais dos professores determinam as suas práticas pedagógicas
Professora de inglês que já trabalhou em escolas públicas e particulares (0:20)
A investigadora, em 2006, estudou representações sociais dos professores de inglês, em Teresina, capital do Piauí, Brasil. Testou a seguinte Hipótese: H1 - Os professores mudam a forma de ensinar de acordo com os alunos que encontram, distinguindo as escolas públicas das privadas (0:40)
Questão de partida: Quais as representações dos professores relativamente aos alunos nas escolas públicas?
Amostra: De 30 professores contactados, 25 responderam a um questionário (1:00)
Concluiu que H1 era verdadeira, isto é, que os professores efectivamente mudavam a forma de ensinar das escolas públicas para as privadas (2:30)
Os professores de inglês representam o aluno da escola pública como um aluno que tem vários défices: défice cognitivo, défice cultural, défice alimentar, alunos sem motivação... (2:55) portanto não dão todos os conteúdos propostos, porque acham que se avançarem mais, os alunos não vão conseguir aprender, isto é, não conseguem interagir com o professor naquele conteúdo (3:44)
Identificou um habitus professoral da escola pública: não dão todos os conteúdos, dão conteúdos “desconectados”, fazem uma actividade qualquer para passar o tempo da aula não exercendo a sua função adequadamente (5:00). A própria escola é conivente com esta situação... não há um acompanhamento pedagógico eficiente... a duração das aulas é diminuída, o professor demora a entrar na sala de aula, os alunos saem antes da hora (6:10) ... a escola não tem um compromisso com o ensino (6:55)
Os pares (dos professores e dos alunos) são desmotivados, às vezes “descompromissados” por agirem desta forma em sala de aula (7:00)
Nas conclusões finais, a investigadora entendeu que as pessoas (alunos e professores) não agem desta forma intencionalmente, mas é o próprio sistema, a forma como vêm o Mundo, organizado em grupos com diferente poder de compra que as leva a sentirem-se marginalizadas (7:15)
A investigadora considera interessante a teoria da humilhação, propondo-se relacionar esta teoria com o quotidiano escolar num estudo posterior, ao nível de Doutoramento (8:15)
Os alunos precisam de ter maior autoestima, que lhes reconheçamos maior dignidade, para que eles consigam conquistar um lugar ao Sol (9:00).
1. Mostre como o habitus professoral conduz inconscientemente os professores das escolas públicas a práticas pedagógicas menos selectivas.
2. “Os alunos precisam de ter maior autoestima”. Comente, relacionando a autoestima com o empenhamento no trabalho escolar.
A investigadora, em 2006, estudou representações sociais dos professores de inglês, em Teresina, capital do Piauí, Brasil. Testou a seguinte Hipótese: H1 - Os professores mudam a forma de ensinar de acordo com os alunos que encontram, distinguindo as escolas públicas das privadas (0:40)
Questão de partida: Quais as representações dos professores relativamente aos alunos nas escolas públicas?
Amostra: De 30 professores contactados, 25 responderam a um questionário (1:00)
Concluiu que H1 era verdadeira, isto é, que os professores efectivamente mudavam a forma de ensinar das escolas públicas para as privadas (2:30)
Os professores de inglês representam o aluno da escola pública como um aluno que tem vários défices: défice cognitivo, défice cultural, défice alimentar, alunos sem motivação... (2:55) portanto não dão todos os conteúdos propostos, porque acham que se avançarem mais, os alunos não vão conseguir aprender, isto é, não conseguem interagir com o professor naquele conteúdo (3:44)
Identificou um habitus professoral da escola pública: não dão todos os conteúdos, dão conteúdos “desconectados”, fazem uma actividade qualquer para passar o tempo da aula não exercendo a sua função adequadamente (5:00). A própria escola é conivente com esta situação... não há um acompanhamento pedagógico eficiente... a duração das aulas é diminuída, o professor demora a entrar na sala de aula, os alunos saem antes da hora (6:10) ... a escola não tem um compromisso com o ensino (6:55)
Os pares (dos professores e dos alunos) são desmotivados, às vezes “descompromissados” por agirem desta forma em sala de aula (7:00)
Nas conclusões finais, a investigadora entendeu que as pessoas (alunos e professores) não agem desta forma intencionalmente, mas é o próprio sistema, a forma como vêm o Mundo, organizado em grupos com diferente poder de compra que as leva a sentirem-se marginalizadas (7:15)
A investigadora considera interessante a teoria da humilhação, propondo-se relacionar esta teoria com o quotidiano escolar num estudo posterior, ao nível de Doutoramento (8:15)
Os alunos precisam de ter maior autoestima, que lhes reconheçamos maior dignidade, para que eles consigam conquistar um lugar ao Sol (9:00).
1. Mostre como o habitus professoral conduz inconscientemente os professores das escolas públicas a práticas pedagógicas menos selectivas.
2. “Os alunos precisam de ter maior autoestima”. Comente, relacionando a autoestima com o empenhamento no trabalho escolar.
- Recursos semelhantes
Representações do "Bom Professor"
24/09/2013
Representações sociais e as contradições no inglês
O Ministro da Educação foi recentemente acusado ter afirmado o oposto do que tinha dito cinco dias antes. Como a política educativa deverá ser definida atendendo aos interesses da comunidade, as suas decisões são sempre justificadas por valores universais, invocados para lhes conferir lógica.
2. Justifica esta pirueta de Nuno Crato tendo em consideração a polémica que a primeira decisão gerou.
- Nós damos liberdade às escolas para fazerem como quiserem... essas actividades são organizadas pelas escolas como quiserem… tanto podem oferecer inglês, como oferecer outra actividade. As escolas farão da maneira que quiserem... autonomia das escolas... (Nuno Crato, 18/SET/2013, 2:40)
- Se nós queremos preparar melhor os jovens em língua inglesa, temos de introduzir o inglês, em currículo, no 1º ciclo. Não o fizemos este ano porque isso tem implicações imediatas no currículo do 2º e no 3º ciclos, e tudo isso tem de ser pensado em conjunto (Nuno Crato, 23/SET/2013, 0:25)
2. Justifica esta pirueta de Nuno Crato tendo em consideração a polémica que a primeira decisão gerou.
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