08/11/2011
Etnocentrismo e simplismo
"Puxem esses porcos! Têm que salvar os nossos bancos! Responsabilizem os preguiçosos gregos, irlandeses, portugueses, espanhóis e italianos” Cartaz em Berlim, 2011
Fonte: Mail em circulação na Internet.
02/11/2011
Das Representações Sociais aos Regimes de Justificação
Aqui se recorda o papel das representações sociais como matéria-prima da Sociologia para que os estudantes tenham presente que conversação vulgar não é Sociologia, mas que cabe a esta desvendar as lógicas de argumentação explícitas nas justificações apresentadas.
O esquema sintetiza o objecto da Sociologia, as tarefas do sociólogo e o paradigma da Sociologia, conjuntamente com o número de casos analisados, as técnicas de recolha de dados, os métodos de investigação e os seus objectivos.
Apresentam-se ainda em síntese os regimes de justificação.
Imagem em PDF
1. Verifique que o método dedutivo e método indutivo poderão ser considerados complementares.
2. Relacione o paradigma da Sociologia e as tarefas do sociólogo com o número de casos analisados.
O esquema sintetiza o objecto da Sociologia, as tarefas do sociólogo e o paradigma da Sociologia, conjuntamente com o número de casos analisados, as técnicas de recolha de dados, os métodos de investigação e os seus objectivos.
Apresentam-se ainda em síntese os regimes de justificação.
Imagem em PDF
1. Verifique que o método dedutivo e método indutivo poderão ser considerados complementares.
2. Relacione o paradigma da Sociologia e as tarefas do sociólogo com o número de casos analisados.
26/10/2011
Representação social da educação aberta
Aberto significa generosidade, partilha, entrega (01:05)
Onde não há partilha não há Educação (02:58)
Educação é uma relação de partilha (03:13)
Educadores bem sucedidos partilham mais profundamente com a maioria dos estudantes (03:28)
O meio digital é muito diferente do mundo do papel. Se dermos um livro ficamos sem ele, mas indicando um endereço da Web, este pode ser consultado por milhares de pessoas ao mesmo tempo. É avanço indescritível, a primeira vez que sucede na história da humanidade. (04:49-05:46)
Podemos partilhar como nunca (06:04)
Podemos educar como nunca (06:12)
Em relação à imprensa, a Internet tem a vantagem de disponibilizar os conteúdos imediatamente e quase gratuitamente (07:00 – 07:27)
Alguém pode ser professor exigindo direitos de copyright sobre as notas das suas lições? (10:54 – 11:22)
Quanto mais abertos estamos, melhor será a educação (14:37)
Esta generosidade quebra os padrões sociais pelos quais a maior parte das vezes a sociedade o ensino se regulam. Há efectivamente uma tendência para o egoísmo. Quer os educadores, quer os estudantes apropriam-se da informação que transmitem e apreendem, respectivamente, e encerram-na numa espécie de masmorra, que poderá ser até os próprios confins da memória. Têm esperança que da comparação quantificada das suas memórias-depósitos com as dos colegas resulte uma classificação pessoal mais favorável.
O generoso deixa os recursos em rede, mas contando com outros que farão o mesmo simultaneamente, a rede acrescenta-lhe muitos outros recursos, e quanto mais extensa e com mais utilizadores vai sendo a Internet, à medida que se multiplicam os seus nós, a sua estratégia de partilha do conhecimento vai adquirindo novas razões para se justificar.
O vídeo abaixo ilustra a educação fechada.
1. Explicite por que razão os sociólogos denominam representações sociais, as ideias em confronto neste post: “educação aberta” e “educação fechada”.
2. Verifique que a identificação com diferentes representações da educação conduz os agentes a proporem diferentes metodologias para as práticas de ensino. Ilustre a sua resposta com exemplos.
3. Identifique obstáculos ao desenvolvimento de práticas educacionais abertas.
4. Como justificar a generosidade na educação, se noutros domínios da nossa vida funciona um paradigma predominantemente egoísta?
20/10/2011
Obstáculos Epistemológicos
1. Explicite cada um dos obstáculos epistemológicos e apresente alguns exemplos de cada um.
2. Mostre que para chegar ao conhecimento científico será absolutamente necessário afastar estes "conhecimentos" prévios.
Representação do nativo digital
Frequentemente, nas conversas do quotidiano os jovens surgem melhor qualificados para os meios digitais que os adultos. O sociólogo precisa de desconstruir as representações sociais para poder fazer ciência.
Marc Prensky construiu o conceito do nativo digital em oposição aos imigrantes digitais.
Um relatório (p. 42) recente da EU KIDS ONLINE afirma que a pretensa superioridade dos nativos digitais é um mito.
1. Comente o distanciamento entre as expectativas dos alunos e as exigências dos professores, utilizando as representações de "nativos" e de "imigrantes" digitais (Marc Prensky).
2. Observe como algumas das ideias que utilizou na questão anterior, não passam de mitos, segundo o Relatório da EU KIDS ONLINE. Refira alguns destes mitos.
3. Refira o papel da estatística na construção do conhecimento científico.
4. Verifique que as representações de "nativos" e de "imigrantes" digitais, apesar de poderem conduzir a alguns erros, têm interesse, particularmente porque ajudam a compreender a realidade e a formular hipóteses, a testar posteriomente.
NOTA: No caso de ter dificuldade a ler em inglês, em vez do Relatório acima referido, utilize o E-Genetation.
Marc Prensky construiu o conceito do nativo digital em oposição aos imigrantes digitais.
Um relatório (p. 42) recente da EU KIDS ONLINE afirma que a pretensa superioridade dos nativos digitais é um mito.
1. Comente o distanciamento entre as expectativas dos alunos e as exigências dos professores, utilizando as representações de "nativos" e de "imigrantes" digitais (Marc Prensky).
2. Observe como algumas das ideias que utilizou na questão anterior, não passam de mitos, segundo o Relatório da EU KIDS ONLINE. Refira alguns destes mitos.
3. Refira o papel da estatística na construção do conhecimento científico.
4. Verifique que as representações de "nativos" e de "imigrantes" digitais, apesar de poderem conduzir a alguns erros, têm interesse, particularmente porque ajudam a compreender a realidade e a formular hipóteses, a testar posteriomente.
NOTA: No caso de ter dificuldade a ler em inglês, em vez do Relatório acima referido, utilize o E-Genetation.
16/10/2011
Rankings de Escolas
Constroem-se estatísticas e ordenam-se as escolas com base nas classificações de exame dos estudantes. Constroem-se gráficos coloridos que castigam sempre o interior relativamente ao litoral. Aparecem sempre as mesmas escolas no início e no fim das listas. E se fosse possível durante um ano os alunos das piores escolas irem estudar nas melhores, enquanto os das melhores estudariam nas piores. Como seriam os rankings desse ano? Afinal o que medem os rankings de escola?
1. Considera a classificação de exame um indicador pobre do trabalho dos alunos?
2. Comente a relação entre as médias de exame e a geografia. O local onde as pessoas residem dependente do seu poder de compra, reflectindo-se nas classificações escolares (observe o mapa).
3. Comente a lógica implícita no cálculo das escolas com notas de curso e de exame mais coerentes ou mais divergentes http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2058683&page=-1
4. Cláudia Sarrico refere que origem socioeconómica tem um efeito mais severo a Matemática que em Português. Porque será?
5. Do ponto de vista de Cláudia Sarrico não faz sentido criar rankings com base nas notas dos exames. Tente explicar porque é que os jornais não seguem o conselho da especialista.
6. Refira efeitos perversos dos rankings de escolas.
7. Que interesse tem a imagem que só mostra as escolas do Concelho de Sintra?
8. Enquadre este tipo de análises nas perspectivas sociológicas estudadas.
Leitura aconselhada
"Um Olhar sobre os Rankings"
(...) considero que esse tipo de avaliação não tem muito valor, já que se insere numa actual tendência internacional de procurar medir tudo - os comportamentos humanos, as sociedades, os desempenhos -, mas à qual falta uma base científica sustentável.
Ler mais?
Um estudo em 8 escolas dos Açores: composição social e expectativas escolares
1. Considera a classificação de exame um indicador pobre do trabalho dos alunos?
2. Comente a relação entre as médias de exame e a geografia. O local onde as pessoas residem dependente do seu poder de compra, reflectindo-se nas classificações escolares (observe o mapa).
3. Comente a lógica implícita no cálculo das escolas com notas de curso e de exame mais coerentes ou mais divergentes http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2058683&page=-1
4. Cláudia Sarrico refere que origem socioeconómica tem um efeito mais severo a Matemática que em Português. Porque será?
5. Do ponto de vista de Cláudia Sarrico não faz sentido criar rankings com base nas notas dos exames. Tente explicar porque é que os jornais não seguem o conselho da especialista.
6. Refira efeitos perversos dos rankings de escolas.
7. Que interesse tem a imagem que só mostra as escolas do Concelho de Sintra?
8. Enquadre este tipo de análises nas perspectivas sociológicas estudadas.
Leitura aconselhada
"Um Olhar sobre os Rankings"
(...) considero que esse tipo de avaliação não tem muito valor, já que se insere numa actual tendência internacional de procurar medir tudo - os comportamentos humanos, as sociedades, os desempenhos -, mas à qual falta uma base científica sustentável.
Ler mais?
Um estudo em 8 escolas dos Açores: composição social e expectativas escolares
01/10/2011
Conjugando o positivismo com a sociologia compreensiva
Na perspectiva positivista, com Durkheim os factos sociais são coisas, isto é, são fenómenos em si mesmos, desligados dos sujeitos conscientes que deles têm apenas representações. Porém para Weber o sentido da acção é indispensável para compreender e explicar os fenómenos sociais, na sociologia compreensiva.
Estas duas perspectivas da Sociologia nos melhores trabalhos empíricos acabam por se revelar complementares.
Num estudo onde o número de casos seja muito reduzido, pode nem fazer sentido a construção de indicadores estatísticos, e o investigador estará condenado a tentar interpretar o significado dos escassos casos que observou, prevalecendo a sociologia compreensiva, por impossibilidade de outro tipo de análise.
Quando dispomos de dados empíricos referentes a amostras grandes, a forma prática de os interpretar passa pela construção de quadros e de gráficos que sintetizem a respectiva informação. Na sua interpretação procuramos identificar as regularidades dos fenómenos sociais, aproximando-nos da perspectiva positivista.
Os melhores estudos conjugam o positivismo com a sociologia compreensiva, pois além de disporem de dados referentes a amplas amostras que condensam em tabelas e gráficos, e também destacam expressões significativas ditas pelos inquiridos, como se pode observar no relatório da EU KIDS ONLINE.
Outro exemplo. Imagina que se pretende estudar a Sexualidade. Uma alternativa é realizar um questionário a uma amostra da população, como fez recentemente o Expresso: Afirma que 16% dizem que a crise "afetou negativamente" a sua vida sexual, particularmente entre a "classe baixa" e "média-baixa", entre outras conclusões onde a quantificação positivista transmite a sensação de exactidão.
Transpõe-se abaixo um quadro de outro estudo quantitativo que te permite reflectir sobre o modo como os pais encaram o beijo na boca pelos filhos em diferentes circunstâncias: rapaz (M)/ rapariga (F); namorando ou não; em função no habitat, da posição religiosa e da idade do filho. Fonte: PAIS, José Machado, Família, sexualidade e religião, Análise Social, 1985.
Os números apresentam estruturas sobre as quais poderemos reflectir, utilizando a nossa experiência de vida (compreensão), mas são imagens estáticas. A sociologia compreensiva introduz o agente em acção convidando a perceber a dinâmica dos fenómenos. Exemplo: Quem acompanhou o processo de "domesticação" de que Gabriela foi vítima, poderá explicar/compreender o que sucedeu, desde que a vimos no primeiro beijo apaixonado (Capitulo 8, 14:00/16:00) até à primeira nega (Capitulo 58, 09:00/11:00)?
A sociologia compreensiva poderá parecer menos exacta, mas será certamente mais rica em detalhes e mais aberta à imaginação.
1. Tomando como referência os documentos acima, descreva num texto de 20 linhas com que objectivos os jovens utilizam a Internet, e como a utilizam.
2. Explicite como poderia desenvolver um estudo para conhecer melhor o perfil dos jovens cibernautas.
3. Fundamente três conclusões sobre o beijo com base no Quadro de José Machado Pais.
4. Em que medida as cenas de filmes/novelas poderão constituir material interessante do ponto de vista da sociologia compreensiva?
Estas duas perspectivas da Sociologia nos melhores trabalhos empíricos acabam por se revelar complementares.
Num estudo onde o número de casos seja muito reduzido, pode nem fazer sentido a construção de indicadores estatísticos, e o investigador estará condenado a tentar interpretar o significado dos escassos casos que observou, prevalecendo a sociologia compreensiva, por impossibilidade de outro tipo de análise.
- Exemplo de estudo qualitativo: Entrevista a jovens sobre a utilização social dos media digitais
Quando dispomos de dados empíricos referentes a amostras grandes, a forma prática de os interpretar passa pela construção de quadros e de gráficos que sintetizem a respectiva informação. Na sua interpretação procuramos identificar as regularidades dos fenómenos sociais, aproximando-nos da perspectiva positivista.
- Exemplo de estudo quantitativo: E-GENERETION: Os Usos de Media pelas Crianças e Jovens em Portugal
Os melhores estudos conjugam o positivismo com a sociologia compreensiva, pois além de disporem de dados referentes a amplas amostras que condensam em tabelas e gráficos, e também destacam expressões significativas ditas pelos inquiridos, como se pode observar no relatório da EU KIDS ONLINE.
Outro exemplo. Imagina que se pretende estudar a Sexualidade. Uma alternativa é realizar um questionário a uma amostra da população, como fez recentemente o Expresso: Afirma que 16% dizem que a crise "afetou negativamente" a sua vida sexual, particularmente entre a "classe baixa" e "média-baixa", entre outras conclusões onde a quantificação positivista transmite a sensação de exactidão.
Transpõe-se abaixo um quadro de outro estudo quantitativo que te permite reflectir sobre o modo como os pais encaram o beijo na boca pelos filhos em diferentes circunstâncias: rapaz (M)/ rapariga (F); namorando ou não; em função no habitat, da posição religiosa e da idade do filho. Fonte: PAIS, José Machado, Família, sexualidade e religião, Análise Social, 1985.
Os números apresentam estruturas sobre as quais poderemos reflectir, utilizando a nossa experiência de vida (compreensão), mas são imagens estáticas. A sociologia compreensiva introduz o agente em acção convidando a perceber a dinâmica dos fenómenos. Exemplo: Quem acompanhou o processo de "domesticação" de que Gabriela foi vítima, poderá explicar/compreender o que sucedeu, desde que a vimos no primeiro beijo apaixonado (Capitulo 8, 14:00/16:00) até à primeira nega (Capitulo 58, 09:00/11:00)?
A sociologia compreensiva poderá parecer menos exacta, mas será certamente mais rica em detalhes e mais aberta à imaginação.
1. Tomando como referência os documentos acima, descreva num texto de 20 linhas com que objectivos os jovens utilizam a Internet, e como a utilizam.
2. Explicite como poderia desenvolver um estudo para conhecer melhor o perfil dos jovens cibernautas.
3. Fundamente três conclusões sobre o beijo com base no Quadro de José Machado Pais.
4. Em que medida as cenas de filmes/novelas poderão constituir material interessante do ponto de vista da sociologia compreensiva?
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